Manaus/AM — A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) ainda está longe de uma definição. Pesquisa do Instituto Direto ao Ponto Pesquisas , divulgada nesta semana, mostra que 82% dos entrevistados não sabem ou não responderam em quem pretendem votar para deputado estadual nas eleições de 2026. O número revela um cenário altamente aberto, pulverizado e ainda distante de uma consolidação eleitoral. Na prática, a maioria expressiva do eleitorado amazonense ainda não escolheu um nome para representar o Estado no Legislativo estadual. Cenário espontâneo mostra disputa aberta No cenário espontâneo, quando o eleitor cita livremente o nome de sua preferência sem receber uma lista de possíveis candidatos, Cristiano D’Angelo aparece na liderança, com 0,8% das citações. Na sequência, Thiago Abrahim registra 0,6% . Outros nomes aparecem tecnicamente próximos, todos com percentuais abaixo de 1%. Carlinhos Bessa , Frederico Junior , João Luiz , Rozenha , David Bemerguy e Luana Ferraz aparecem com 0,5% cada. Mario César Filho e Wilker Barreto obtiveram 0,4% das citações. Também foram lembrados com 0,3% os nomes de Adjuto Afonso , Daniel Almeida , Eraldo CB , Felipe Souza , Abdala Fraxe , Alessandra Campelo , Capitão Carpê , David Reis e Dr. George Lins . Outros parlamentares, ex-parlamentares e nomes apontados como possíveis pré-candidatos foram citados com percentuais entre 0,1% e 0,2% . O dado principal é a indefinição Apesar da lista de nomes lembrados, o principal recado da pesquisa está no alto índice de eleitores indecisos. Com 82% sem escolha declarada, o levantamento indica que a corrida por uma vaga na Aleam ainda pode mudar bastante até 2026. Esse cenário também mostra que muitos nomes conhecidos da política estadual ainda não conseguiram se consolidar na memória espontânea do eleitorado. Em uma eleição proporcional, esse detalhe é importante porque a disputa depende não apenas da força individual dos candidatos, mas também da montagem de chapas, alianças partidárias e capacidade de mobilização nas bases. Impacto para o eleitor amazonense A Assembleia Legislativa tem papel direto na fiscalização do Governo do Amazonas, na votação de projetos estaduais, na aprovação de leis e no debate sobre temas que impactam áreas como saúde, educação, segurança, transporte, interior e orçamento público. Por isso, a indefinição apontada pela pesquisa também acende um alerta: boa parte da população ainda acompanha de forma distante a disputa por uma das funções mais importantes da política estadual. Com a proximidade do período eleitoral, a tendência é que os nomes passem a se movimentar com mais intensidade, buscando maior presença nas redes sociais, nos municípios do interior, nos bairros de Manaus e junto a grupos políticos organizados. Pontos que precisam de atenção Como os percentuais citados são baixos e próximos entre si, o levantamento deve ser analisado com cautela. O cenário espontâneo mede lembrança momentânea do eleitor, não necessariamente intenção consolidada de voto. Também é importante observar os dados técnicos da pesquisa, como período de coleta, número de entrevistados, margem de erro, nível de confiança e registro junto à Justiça Eleitoral, quando aplicável. Espaço aberto O Manaus On Time acompanha o cenário eleitoral no Amazonas com responsabilidade e mantém espaço aberto para manifestação dos citados. Caso haja manifestação, correção ou novo dado oficial, a matéria poderá ser atualizada. Fechamento A pesquisa mostra que a disputa pela Aleam ainda está em fase inicial e sem nomes amplamente consolidados. Com 82% de indefinição , o eleitor amazonense sinaliza que a corrida por uma cadeira no Legislativo estadual segue aberta. Para os pré-candidatos, o recado é claro: ainda há muito espaço para crescer. Para o eleitor, o desafio será acompanhar com atenção quem realmente apresenta propostas, histórico e compromisso com os problemas do Amazonas.