As vendas do comércio varejista cresceram 1,4% em maio, na comparação com abril, no segundo mês consecutivo de alta, conforme divulgou nesta quarta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com maio do ano passado, o avanço foi de 16%. O IBGE também revisou o resultado de abril, para um crescimento de 4,9%, bem acima do resultado divulgado anteriormente, que apontava para uma alta de 1,8%. Segundo o gerente da pesquisa, a revisão se deu em função de ajustes sazonais. Da mesma forma, a queda registrada em março foi revisada de -1,1% para -3%. O resultado veio um pouco abaixo do esperado pelo mercado . A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanços de 2,4% na comparação mensal e de 16,5% sobre um ano antes. Veja o desempenho de cada um dos segmentos em maio: A maior variação foi em tecidos, vestuário e calçados (16,8%), seguida por combustíveis e lubrificantes (6,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%). A única atividade com recuo foi a de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,4%). O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explicou que a recuperação tem se mostrado desigual, com diferentes trajetórias entre os segmentos. "A atividade de tecidos, vestuário e calçados, que teve a maior variação, já havia crescido 6,2%, mas ainda está muito abaixo do que estava antes da pandemia. Além disso, esse setor sofreu outra queda em março deste ano. Então é uma recuperação, mas em cima de uma base de comparação muito baixa”, destacou. No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças (1%) e material de construção (5%), as vendas cresceram 3,8% na passagem de abril para maio. Maio também foi o segundo mês consecutivo de alta. “Esse aumento foi puxado principalmente pelo setor de veículos, que tem uma base de comparação muito baixa e também não está nos patamares pré-pandemia, mas desde abril vem se recuperando. Material de construção também cresceu pelo segundo mês consecutivo”, afirmou o pesquisador. De acordo com o IBGE, a evolução do resultado acumulado em 12 meses aponta para uma melhora do ritmo de recuperação do setor. Fonte: G1