Manaus (AM) — O governador Roberto Cidade reforçou a aposta na competitividade do Polo Industrial de Manaus ao assinar decretos que concedem novos incentivos fiscais de ICMS para empresas instaladas no PIM. As medidas contemplam indústrias de diferentes setores, como bebidas, eletroeletrônicos, climatização, construção civil, embalagens, iluminação e transformação de plásticos. Os percentuais de crédito-estímulo variam de 55% a 100%, conforme o tipo de produto e o enquadramento previsto na legislação estadual. Os incentivos têm validade até 31 de dezembro de 2032 e buscam fortalecer a capacidade de produção, atrair investimentos e manter o Amazonas competitivo em um cenário nacional de disputa econômica e tributária. Roberto Cidade mira segurança para a indústria A decisão do governador sinaliza uma tentativa de dar previsibilidade ao setor industrial. Em um Estado que depende fortemente da Zona Franca de Manaus, garantir segurança jurídica e competitividade ao Polo Industrial é uma pauta central para empregos, arrecadação e desenvolvimento. Ao conceder os incentivos, Roberto Cidade se coloca diretamente na agenda de defesa do modelo econômico amazonense. A medida tem leitura estratégica: manter empresas produzindo em Manaus, estimular novos investimentos e proteger a base industrial que sustenta parte importante da economia do Estado. Benefícios exigem contrapartida As empresas beneficiadas deverão cumprir projetos técnicos aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) e obter laudo técnico da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) para usufruir dos benefícios. Esse ponto é fundamental. Incentivo fiscal não deve ser tratado como favor. É instrumento de política econômica e precisa gerar retorno concreto: emprego, produção, investimento, inovação, arrecadação futura e fortalecimento da cadeia produtiva local. Zona Franca precisa de competitividade A Zona Franca de Manaus vive sob pressão constante, seja por disputas tributárias, mudanças nacionais ou questionamentos sobre seus benefícios. Nesse ambiente, a atuação do Governo do Amazonas precisa ser firme para preservar a atratividade do Polo Industrial. Sem competitividade, o risco é claro: empresas podem reduzir produção, deixar de investir ou buscar alternativas fora do Estado. Por isso, a política de incentivos tem papel estratégico na manutenção do modelo. Transparência também precisa acompanhar A medida é importante para o setor produtivo, mas também exige transparência. A população precisa saber quais empresas recebem incentivos, quais produtos são contemplados, quais compromissos foram assumidos e qual retorno será entregue ao Amazonas. Quando o Estado abre mão de parte da arrecadação imediata para estimular a indústria, o cidadão tem direito de acompanhar se o benefício está gerando resultado. Roberto Cidade reforça o Polo Industrial com uma medida de peso para a competitividade da Zona Franca. Agora, o desafio é garantir que os incentivos saiam do papel como ferramenta de desenvolvimento e retornem em forma de emprego, investimento e crescimento para o Amazonas.