A Ucrânia pediu que a Otan considerasse o espaço aéreo do país uma zona de exclusão - área onde não se poderia voar -, mas para a entidade isso implicaria entrar diretamente no conflito. Caso a Otan participe diretamente do embate com a Rússia, as consequências da guerra podem ser ainda mais brutais. "Acreditamos que se fizermos isso, acabaremos tendo algo que pode se transformar em uma guerra total na Europa, envolvendo muitos outros países e causando muito mais sofrimento humano", disse Stoltenberg. Stoltenberg afirmou também que a organização notou que houve bombas de fragmentação na invasão da Ucrânia pela Rússia. Conhecidas também como "cluster", as bombas de fragmentação apresentam alto risco a civis. Elas são armas compostas por uma caixa que se abre no ar e espalha centenas de "pequenas bombas" que são capazes de atingir uma área muito maior. Uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) proíbe o uso dessas armas, mas nem todos os países assinaram – entre eles o Brasil, os Estados Unidos e a Rússia. Fonte: G1