O Governo do Amazonas vai manter o horário de restrição de circulação de pessoas entre a 0h e as 6h por mais 15 dias. O anúncio foi feito pelo governador Wilson Lima durante live pelas redes sociais nesta sexta-feira, 16. Entre as mudanças, haverá alteração no horário de funcionamento dos supermercados, comércio de rua, shoppings e academias. “São medidas importantes para o comércio, para vários segmentos das atividades econômicas, para garantir o emprego de muita gente. Mas não significa que nós estamos livres da pandemia, não significa que a gente pode relaxar, não significa que pode desprezar o uso da máscara ou qualquer outro item do protocolo sanitário”, ressaltou o governador. Wilson Lima destacou que a população precisa continuar trabalhando para evitar o contágio, sobretudo com a possibilidade de uma terceira onda. “Temos um plano de contingência, e quanto mais a gente fizer o nosso esforço, menor será essa terceira onda, e a gente não pode colocar a perder o que já conquistamos até aqui”, disse Wilson Lima. Os supermercados passarão a funcionar das 6h às 22h, com 50% da capacidade do estabelecimento, ficando o deslocamento limitado a um comprador por núcleo familiar, a fim de evitar aglomerações. Já os shoppings poderão funcionar das 10h às 22h, de segunda-feira a sábado; aos domingos, podem ficar abertos das 11h às 17h. Os centros comerciais deverão observar a ocupação limitada a 50%, no interior do estabelecimento, e 70%, nos estacionamentos. As lojas em geral poderão funcionar das 8h às 19h, de segunda-feira a sábado, ficando fechadas aos domingos. As aulas coletivas seguem proibidas nas academias, cujo funcionamento passará a ser de segunda à sábado, das 6h às 21h, com ocupação máxima de 50% da capacidade. Está permitida a prática de esporte coletivo ao ar livre e o kart profissional sem público. (Abaixo, outras atualizações). Antes de definir as mudanças, o governador se reuniu com os membros do Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Covid-19 para debater os dados epidemiológicos e os indicadores da rede de assistência à saúde. As alterações foram apresentadas aos representantes dos poderes e dos órgãos de controle. Indicadores epidemiológicos – Atualmente, o Amazonas, em comparação com os demais estados e o Distrito Federal, tem a quarta menor taxa de transmissão do país, com 0,92. O dado indica que cada 100 infectados, no intervalo de sete dias, poderão transmitir a doença para outras 92 pessoas. Segundo o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Cristiano Fernandes, a situação é de estabilidade. Essa taxa, quando está acima de 1, representa alta transmissão. “Nós estamos com uma taxa de transmissão mais reduzida. No entanto, eu chamo a atenção dos senhores, que nós não estamos livres da doença ainda. Nós temos bastantes casos, o vírus está circulando, e só por meio das medidas de prevenção a gente vai conseguir vencer mais essa etapa, mais esse desafio”, disse Cristiano. Nos últimos 14 dias, a média móvel de casos de Covid-19 caiu 20% no estado. Considerando apenas o interior, a queda foi de 30%, e, na capital, a redução foi de 5%. Já a média móvel de mortes pela doença no período caiu 11% no Amazonas. “Então mostra que, realmente, estamos com redução de óbito que esperávamos quando a gente evita novos casos e, consequentemente, casos graves e o desfecho no óbito. Ainda é uma preocupação que nós temos em decorrência de se registrar cerca de 17 óbitos diariamente aqui no nosso estado”, disse o diretor-presidente da FVS. Números da assistência – Segundo o secretário de Saúde do Amazonas (SES-AM), Marcellus Campêlo, é predominante o números de chamadas no Sistema de Transferências Reguladas (Sister) para outras doenças. Dos 112 chamados desta quinta-feira (15/04), 81 eram para pacientes com outras enfermidades diferentes da Covid-19. Há um equilíbrio em relação às remoções aéreas. Segundo Marcellus, nesta quinta-feira, 16 remoções deste tipo foram para pacientes diagnosticados com covid-19. Outras 12 remoções foram para pacientes com outras doenças. A taxa de ocupação de leitos clínicos registrada foi igual a 37% nesta quinta-feira, e a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi igual a 75%. À medida que a necessidade por leitos de UTI reduziu, eles foram convertidos para leitos não covid, com o objetivo de atender pacientes com outras doenças. Se tivessem sido mantidos exclusivamente para a doença, a taxa de ocupação seria de 53,8%. No último ano, o número de leitos de UTI aumentou mais de 277% com a abertura de novas unidades pelo Governo do Amazonas. “O que tem pressionado muito a rede são causas externas. Nós temos os grandes prontos-socorros de Manaus, Platão, João Lúcio e 28 de Agosto, muito pressionados principalmente por acidente de trânsito e traumas de ortopedia”, disse Marcellus Campêlo. Hoje, o consumo de oxigênio medicinal na rede de saúde está entre 18 mil e 19 mil metros cúbicos por dia. Segundo Marcellus, está abaixo do consumo registra