O cenário dito pelo treinador se repete na mesma medida, mais de 30 anos depois. Na Olimpíada da Coreia do Sul, o Brasil caiu na semifinal para os Estados Unidos e perdeu a disputa do bronze para os argentinos por 3 a 2. O placar apertado, aliás, marcou o encontro com o grande rival continental na fase de grupos. A Argentina chegou a abrir 2 sets a 0, mas viu o Brasil crescer, virar e vencer o confronto pela primeira etapa das Olimpíadas. O contexto, agora, é diferente e vale medalha. O Brasil tem a disputa pelo bronze como uma maneira de amenizar a frustração pela derrota na semifinal, enquanto a Argentina quer colocar a atual geração na história e subir no pódio pela primeira vez justamente desde 1988. Aliás, o bronze possui uma importância na participação geral do país em Tóquio e surge como peso para a equipe de Marcelo Méndez, técnico que fez história com o Cruzeiro na Superliga. Até o momento, o país vizinho subiu duas vezes ao pódio (prata no hóquei sobre a grama feminino e bronze no rúgbi masculino) e faz a pior campanha geral desde 1992, quando os argentinos levaram apenas um bronze. Quem vencer sobe no pódio ao lado de Comitê Olímpico Russo e França, que decidem o ouro das Olimpíadas de Tóquio também neste sábado, a partir das 9h15 (de Brasília). Fonte: GE