Manaus/AM — O preço do gás de cozinha voltou a pesar no bolso dos consumidores em Manaus. Segundo levantamento do Procon, o botijão de 13 kg, modelo mais utilizado pelas famílias, registrou aumento de preço na capital amazonense. Já o botijão de 8 kg apresentou queda, conforme a pesquisa. Na prática, a alta no botijão tradicional atinge diretamente a rotina de milhares de famílias manauaras. O gás de cozinha é um item essencial, usado diariamente no preparo de alimentos, e qualquer reajuste tem impacto imediato no orçamento doméstico, principalmente entre famílias de baixa renda. O levantamento acompanha os preços praticados no mercado local e serve como referência para orientar o consumidor antes da compra. Em pesquisas recentes, o Procon Manaus analisou botijões de 7 kg, 8 kg e 13 kg em estabelecimentos da capital, considerando revendedoras em operação, canais digitais e consultas presenciais. O aumento no modelo de 13 kg chama atenção porque esse é o formato mais comum nas residências. Quando o preço sobe, o consumidor sente na hora: seja na compra à vista, no pagamento por entrega ou na comparação entre bairros e revendedoras. Por outro lado, a redução no preço do botijão de 8 kg pode representar alternativa para alguns consumidores, mas não resolve completamente o problema. Apesar de ser mais barato no valor final, o modelo menor tem menor capacidade e pode não ser suficiente para famílias maiores ou para quem cozinha todos os dias. A orientação para os consumidores é pesquisar antes de comprar. A diferença de preço entre estabelecimentos pode ser relevante, e taxas de entrega também podem alterar o custo final. Por isso, comparar valores, formas de pagamento e condições de entrega continua sendo uma medida importante para evitar gasto maior. O caso também levanta questionamentos sobre a formação dos preços do gás em Manaus. Logística, distribuição, tributos, margem de revenda e custos operacionais costumam influenciar o valor final pago pelo consumidor, mas a população precisa de informações claras para entender por que um item tão essencial continua caro. Para famílias que já enfrentam alta nos alimentos, transporte, energia e outras despesas básicas, qualquer aumento no gás reduz ainda mais o poder de compra. O impacto é maior nos lares onde a renda é limitada e não há margem para absorver novos reajustes. Entre os pontos que precisam ser acompanhados estão: quais zonas da cidade registram os maiores preços, qual a diferença entre compra no local e entrega em domicílio, se há variação abusiva entre revendedores e quais medidas de fiscalização serão adotadas para proteger o consumidor. A reportagem deixa espaço aberto para manifestação do Procon Manaus, revendedores, distribuidoras e demais órgãos responsáveis pelo acompanhamento do mercado. Caso haja manifestação oficial, a matéria poderá ser atualizada. O aumento do botijão de 13 kg não é apenas uma variação de mercado. Para muitas famílias, é mais uma conta difícil de encaixar no fim do mês. Em Manaus, onde o custo de vida já pressiona o trabalhador, acompanhar e fiscalizar o preço do gás é uma questão de interesse público.