Manaus (AM) — O Amazonas atravessa uma semana em que política e economia aparecem lado a lado. A Assembleia Legislativa definiu sua presidência, o Polo Industrial de Manaus apresentou números fortes e o Governo do Estado avançou com incentivos fiscais para indústrias instaladas no PIM. Os três movimentos ajudam a entender o momento atual do Estado: estabilidade institucional, defesa da Zona Franca e tentativa de manter a economia girando em meio a um cenário nacional competitivo. Não são pautas isoladas. São peças do mesmo tabuleiro. Aleam definida e cobrança por responsabilidade A eleição de Adjuto Afonso para a presidência da Aleam encerra um capítulo de indefinição no Legislativo estadual. A votação ocorreu após decisão do STF e devolveu à Casa uma solução institucional para a sucessão no comando da Assembleia. Com a presidência definida, a cobrança agora muda de foco. A população espera que a Aleam funcione com independência, transparência e capacidade de fiscalizar, legislar e debater os temas centrais do Amazonas. O Legislativo não pode ser apenas um ambiente de articulação política. Precisa ser espaço de resposta pública. Polo Industrial mostra força da Zona Franca Na economia, os números do Polo Industrial de Manaus reforçam o peso da Zona Franca. O faturamento de R$ 99,64 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026 e a média de 130.605 empregos diretos mostram que o modelo segue sendo decisivo para o Amazonas. Esses dados são importantes especialmente em um momento em que a Zona Franca precisa ser defendida com firmeza. O modelo não sustenta apenas fábricas. Sustenta comércio, serviços, logística, arrecadação, fornecedores e milhares de famílias. Quando o Polo Industrial vai bem, o impacto se espalha por vários setores da economia amazonense. Roberto Cidade aposta na competitividade Os incentivos fiscais assinados pelo governador Roberto Cidade entram nesse contexto como uma medida de defesa econômica. Ao conceder créditos de ICMS para indústrias do PIM, o Governo busca fortalecer a competitividade da Zona Franca e preservar a atratividade de Manaus para novos investimentos. A sinalização política é clara: o Amazonas quer manter sua indústria forte, ativa e segura para continuar produzindo, empregando e gerando desenvolvimento. Em um ambiente de disputa tributária e pressão sobre modelos regionais, essa postura tem peso. A Zona Franca precisa de defesa permanente, segurança jurídica e instrumentos que garantam competitividade. Estabilidade precisa virar resultado A questão central é que estabilidade política e força econômica só fazem sentido quando chegam à população. A Aleam definida precisa produzir. O PIM aquecido precisa gerar mais oportunidade. Os incentivos fiscais precisam retornar em emprego, investimento e desenvolvimento real. O cidadão comum não vive de número em relatório, nem de articulação de bastidor. Vive de salário, emprego, transporte, saúde, segurança, educação e preço na mesa. Por isso, o Amazonas precisa comemorar os avanços, mas também cobrar a continuidade dos resultados. O que está em jogo O que se vê agora é um Estado tentando organizar poder e economia ao mesmo tempo. A política busca estabilidade. A indústria mostra força. O Governo tenta proteger a competitividade. E a população espera que tudo isso gere resultado concreto. Esse é o ponto que precisa guiar a leitura dos próximos meses: quem tem poder precisa entregar. Quem recebe incentivo precisa cumprir contrapartida. Quem defende a Zona Franca precisa transformar discurso em proteção efetiva. Aleam definida, Polo Industrial aquecido e incentivos fiscais na mesa formam um retrato importante do Amazonas em 2026. O Estado tem força institucional e econômica, mas ainda precisa fazer essa força chegar mais longe. O desafio não é apenas organizar o tabuleiro. É garantir que o resultado chegue ao trabalhador, ao empresário, ao pequeno fornecedor, ao interior e à população que espera ver o Amazonas crescer com mais equilíbrio, transparência e oportunidade.